A vida é uma grande ilusão.
Quantas palavras jogadas ao vento.
Quantos “eu te amo e jamais vou te esquecer” guardados nas gavetas
Da memória.
De uma bêbada infame como eu.
Amigos... Pfff
Pra quê?
Eu levaria minha escrita ao desespero.
E falaria das sarjetas que tenho andado.
Mas eu não sou Bukowski
E meu pior inimigo é a minha mente.
Sigo e sobrevivo.
Flertando com o etilismo grave.
Mastigo saudade.
Mas bem no fim,
Acabo com minha cara sobre o sangue seco.
No canto da boca ainda escorre o veneno,
E aquela maldita vozinha me dizendo para eu desistir.

Comentários